
A atuação de empresas terceirizadas na cobrança de dívidas é uma prática comum, mas sujeita a rigorosas normativas legais. Neste artigo, faremos uma análise detalhada das leis que regem essa atividade, fornecendo orientações práticas para empresas e consumidores.
Base Legal: Contrato de Prestação de Serviços e CDC:
A atividade de cobrança por empresas terceirizadas é regida pelo contrato de prestação de serviços, seguindo os preceitos do Código Civil. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) também se aplica, estabelecendo direitos e deveres para ambas as partes.
Requisitos para Contratação: Transparência e Informações Claras:
A contratação de empresas terceirizadas para cobrança exige transparência. O CDC, nos artigos 46 e 54, estabelece que informações claras sobre os serviços prestados, custos envolvidos e condições contratuais devem ser fornecidas de maneira compreensível ao consumidor.
Proibição de Métodos Constrangedores: Respeito à Dignidade do Consumidor:
O uso de métodos constrangedores na cobrança é vedado pelo CDC, artigo 42. Empresas terceirizadas devem abster-se de práticas vexatórias, respeitando a dignidade do consumidor e evitando medidas que extrapolem os limites legais.
Responsabilidade Solidária e Adimplemento Subsequente:
Nos termos do artigo 42, § 3º, do CDC, a responsabilidade é solidária entre a empresa contratante e a terceirizada. Além disso, caso o consumidor efetue o adimplemento após o início da cobrança, as despesas e encargos devem ser proporcionalmente reduzidos, conforme o artigo 42, § 4º.
Tratamento de Dados Pessoais: Compliance com a LGPD:
Com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é imperativo que empresas terceirizadas estejam em conformidade. O tratamento de dados pessoais deve ser realizado com responsabilidade, garantindo a segurança e privacidade do consumidor, sob pena de sanções previstas na LGPD.
Em síntese, a cobrança por empresas terceirizadas está sob o escopo rigoroso da legislação consumerista e civil. Empresas devem assegurar transparência, respeito à dignidade do consumidor, responsabilidade solidária e aderir às normativas de proteção de dados. Estar ciente dessas nuances legais é crucial para a eficácia e conformidade na prática de cobrança por empresas terceirizadas
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